
Já faz algum tempo que não me proponho a escrever textos com mais de duas frases neste blog, mas não pude ficar inerte ante a posição política do Brasil junto a Honduras. Escândalos internos à parte, por sinal até o bigodão se meteu a dar pitaco na situação, a atitude de dar abrigo a um refugiado político demonstra coragem e legitimidade nos atos. Não estou falando nada a favor da política do nosso amigo Zelaya -não confundir com o Zé Laia do açougue- mas sim contra a posição de Micheletti -não confundir com aquela... bem, deixa pra lá - que em pleno século XXI, age como se estivesse na guerra fria. Aliás, bom saber que o país da liberdade, que outrora nos negou a mesma, hoje nos apoia, mesmo que de forma conveniente e populista na empreitada pela democracia. Sinceramente não sei o objetivo deste apoio que nosso governo está dando à resistência, ou mesmo se há um. Fazer média com Chavez? Tirar o foco do Sarney? Lutar pela democracia? Te confesso que mesmo sabendo que a última seja o grande azarão da lista, vale a pena elogiar, afinal, o povo hondurenho tem direito a dar suas próprias cabeçadas democraticamente.



